A última batalha estava por vir, uma das mais fervorosas que eu devia enfrentar.
Ali não estariam no tabuleiro a Rainha de uma Floresta de Espinhos, o Rei de uma Palácio Elétrico, ou uma Bruxa que veste uma máscara a qual não lhe pertence.
Não… Ali não reinariam fantasias, batalhas de egos, ou qualquer coisa que o valha.
– Vá!
Eles disseram…
Não os alter egos, máscaras teatrais, ou coisas frívola demais…
Ali falavam, Anjos, Arcanjos, Guerreiros, Caídos, Demônios, Deuses e Criador…
Minhas asas me levaram, para além das terras medievais e paradoxais.
Pontos nodais perderam sentido, à medida que o mundo ía ruindo.
Sentimentos mortais, tolos que se misturam com as sombras do abismo e o ódio fervente dos caídos.
Acusações, onde deveria reinar paz.
Lágrimas que abundaram em uma dor imensurável, inominável na tentativa de afogar , apagar, dilacerar, quem sabe mais?
E então a escuridão, o silêncio e a paz…
Olhos eram fechados, na busca dos sons de grilhões tão bem representados…
Nada…
As Asas Negras mais uma vez estavam libertas, para se aprisionarem ao eterno buscar, procurar do alvorecer das mentes humanas, das mentes perturbadas, acalentadas pelo negrume que cega, que consola, que abraça, que sufoca…
– Não és este negrume que te acusas…
Sou… Não sou… Talvez sou… Não sou… Não serei… Sou o Caos… Sou a Vida… Sou a Morte… O Início… o Fim…
E a todos que viram um Anjo de Asas Negras, que oscilava entre dois mundos, ou na alegria e tristeza… Agora compreendam que certos lacres só são rompidos, após uma morte…
Que as sombras do Abismo se espalhem livres por este mundo…
Pois este é o reino que habito.